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A Divina Comédia

Posted by blogye7 em agosto 13, 2008

Em 1265, nasce Dante Alighiere, na cidade de Florença, o maior poeta Italiano, estudou no Convento de Santa Cruz, peregrinou por várias cidades italianas, mas em Ravena viveu seus últimos momentos e lá faleceu aos 56 anos, em 1321. Sua obra prima é “A Divina Comédia”. Escrita em Cem Cantos, No período de 1310/1321.  A obra é dividida em três partes: O Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Com a ajuda da personagem Virgílio – poeta da antiguidade latina, que escreveu Eneida, símbolo da razão divina – Dante percorre esses três pontos: os dois primeiros terríveis do Inferno ao Purgatório para ter o direito de entrar no paraíso com o auxílio de sua doce amada, Beatrice. Até hoje o nome é motivo de dúvidas, quando se refere à palavra comédia. Comédia se refere ao sofrimento em antítese a alegria e paz do Paraíso. Daí a Divina comédia de nossas vidas de nossos sofrimentos, sempre vislumbrando a Deus na hora da morte. A obra apresenta-se, também, de forma crítica quando Dante chama a prestar contas em tribunal simbólico os poderosos. Segundo E.R .Curtius, “Dante chama ao tribunal papas e imperadores de seu tempo: reis e prelados, estadistas, déspotas, generais; homens e mulheres da nobreza e da burguesia das corporações e das escolas{…}”

A provação, o moralismo de Dante – colocando-se como alguém “perdido em uma selva escura” aos 35 anos – e do leitor representando a humanidade, numa metalinguagem edificante. Todo aquele que pecar deve procurar a redenção de seus pecados, esse é o objetivo escondido nas palavras. Não basta dizer que se arrependeu é preciso ter fé e ser racional, na sociedade do dogma.

Sua descrição do Inferno sugando as almas para o centro da terra – de acordo com a visão do mundo, conforme Pitolomeu, que a Terra era o Centro do Universo – constituído de nove círculos é segundo Vincenza Rubino “uma cratera onde estão distribuídas as almas dos pecadores condenados a penas terríveis.

“Tinha diante de mim o rei das trevas. O quão fora belo anjo de luz, hoje era feio. Espantei-me ao ver que tinha três caras em uma só cabeça. A cara da frente era vermelha,a da direita, amarelenta, e a da esquerda, negra como a fulígem”

Enquanto o Purgatório é uma montanha formada no lado oposto ao inferno, também constituído de nove partes: as almas, uma vez purificadas, vão subindo os patamares nas encostas da montanha,

“Foi quando notamos, ao longo do caminho, encostada à lívida muralha, e com as pálpebras cerzidas com fios de arame, para os olhos, que tanto cobiçaram, não vissem luz, uma multidão de sombras vestidas de rude silício; as sombras contavam, ou melhor, gritavam a litania de todos os santos, exclamando em uníssono: ‘Maria, orai por nós!”.

Já o Paraíso foi imaginado como o topo do Purgatório. É composto de nove céus, que regem os planetas. No Empíreo, composto de pura luz, vivem Deus e as almas santificadas”.

“Antes de atingirmos o nono céu – o manto real, porque ele cobre todos os demais – , vi saírem de um círculo dançante três luzes extremam,ente brilhantes, que pela sua velocidade soube serem almas das mais preciosas.”

A Obra é interessante por estabelecer uma hierarquia de pecados para condenação final, fica definido que as almas que estão no Inferno não têm mais salvação. Já as que se encontram no Purgatório podem ascender, aceita a expiação transitória que as libertará no final com a premiação suprema, Deus no paraíso.
Vincenza Rubino retrata a respeito do0s valores dos pecados; ”Assim, por exemplo, casos de adultério são pecados menos graves do que a prática do estelionato. Os sete pecados capitais comparecem no inferno dantesco e as penas impostas obedecem a um significado simbólico: ‘os hipócritas do oitavo círculo são condenados a vestir eternamente uma pesada túnica de chumbo dourado’, ensina José Paulo Paes, ’_o dourado falso das suas palavras melífluas não logrou esconder o chumbo vil das mentiras que espalharam em vida’”.

Esta viagem é realizada em uma semana: começa na sexta-feira, dia 8 de abril e vai até quinta-feira da semana seguinte no ano de 1300, para Salvatore D’Onofrio, “prende-se ao fato de ser o primeiro Ano Santo da história do CATOLICISMO: o Papa Bonifácio VIII determinou que o primeiro ano do novo século fosse considerado jubilar, concedendo indulgências dos pecados a todos os peregrinos que fossem rezar em Roma”.

Alguns consideram a obra um compêndio da Cultura da Idade Média, uma enciclopédia viva com termos e expressões específicas. Retrata a natureza filosófica, científica, poética, política e histórica do mundo antigo – romano, grego, ocidental e religioso.

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